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Revista Corcodarium 5 (Out-Dez 2025)

Capa de Manoel de Almeida e Sousa. coordenação de Feliciano Mira. Edição: Mandrágora - Cascais.

Revista Corcodarium 5 (Out-Dez 2025) dedicada a EV.EX – Évora Experimental  2024, quinta edição. Capa de Manoel de Almeida e Sousa. Coordenação de Feliciano Mira. Colaboram: Manoel de Almeida e Sousa, César Figueiredo, Fernando Aguiar, Armando Macatrão, António Dantas, Maria João Lopes Fernandes, Feliciano Mira, Brenda Segura, Carlos César Pacheco, Anésia Manjate e José Oliveira.

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Poemas #6

De novo de volta dos antigos poemas labirintos que ganham corpo próprio ao invadirem as paredes da casa às voltas de novo

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Coleção Monte Olimpo 2025

Livros em madeira, cada tem 25x20x6cm e abertos medem 25x40x3cm.
Livros em madeira, cada tem 25x20x6cm e abertos medem 25x40x3cm.

Coleção Monte Olimpo composta por: Livro de Eros, Livro de Cronos, Livro de Eros e Thanatos, Livro de Apolo, Livro de Dionísio e Livro de Poseidon. São seis livros-objeto em madeira, livros-caixa que albergam poemas espaciais no interior, cada um com duas páginas tridimensionais. Fechados cada tem 25x20x6cm e abertos medem 25x40x3cm. Os três primeiros, assim como o novo volume são versões dos construídos no ano passado, que tinham metade do tamanho, com uma escala mais manuseável, mais próxima do tamanho das mãos. Ao pensar em expor os livros ampliei a escala, porque habitualmente são colocados em vitrines e com o dobro do tamanho podem ser exposto entreabertos, de modo a ser possível ver a capa e o interior. Ao ampliar os livros realizei dois inéditos, a pensar na ‘Origem da tragédia’ de Nietzsche. Agradeço ao poeta Nuno Dempster o título deste conjunto, uma belíssima sugestão.

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Poemas #4

Work in progress : após várias tentativas, a sanguínea cresce, com sepia em zonas de sombra, o actual sfumatto antigo.

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Poemas #3

ÀS VOLTAS
 
De volta à escrita a invadir as ruas da cidade às voltas, onde as casas se constroem no tempo, encaixadas em palavras pedras nas calçadas em direção ao templo centro no largo das portas da fonte descentrada; descentrada a cidade alberga uma confusão de vozes que se funde no metal de um livro sempre aberto. No metal a cidade labiríntica foi suspensa no tempo numa escrita de ruas ao entardecer; ao entardecer as letras transformam-se nas casas das palavras que encaixam nas veias da cidade, em ruas que caem no chão dos meus passos aqui; os meus passos fundem-se no espaço das vozes que habitam as escritas da cidade, quando o sol mergulha em sangue; em sangue escrevi palavras pedras de água nas ruas estreitas onde as perdi e não as aguentava ler. Rasguei-as. Rasguei a muralha ao centro, estrada romana por baixo do arco porta, resta uma única porta sorte. Tu estavas fora delas no centro também, largo das portas da fonte; outras portas, outro centro em torno das minhas muralhas às voltas. Já não aguento as palavras a ressoarem na cabeça, a circularem. Rasgo o tempo silencioso das pedras a circulam nas páginas em redor do templo que me escorrega nos dedos com a forma de uma cadeira vazia ao luar. No luar a água corre na água no largo das portas da fonte derredor da escrita a invadir as ruas estreias.