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Poemas #2

DA CIDADE
 
A água corre na água que cai no chão dos meus pés nas calçadas de pedra das ruas estreitas da cidade; da cidade vem um cheiro intenso a terra molhada nos pés em pedra dentro das muralhas de água que corre na água; na água das ruas calcetadas na cidade estreita ergueu-se uma casa no seu interior; no seu interior habitam as memórias onde percorro a terra com os pés no chão; os pés no chão é uma bela metáfora da cidade na noite a chover com ruas estreitas no escuro; no escuro corre a água que corre no tempo dos pés no meu chão; no meu chão ergueu-se uma casa com paredes de tempo e corredores estreitos como as ruas da cidade branca das muralhas ao longe; ao longe os meus pés percorreram o tempo que corre no tempo em paredes de água calcetadas na pedra; na pedra sinto um cheiro a terra molhada após um verão amarelo; após um verão amarelo cai a água nas ruas estreitas da cidade branca das muralhas; das muralhas digo tempo em forma de pedra na água; na água corre a água que corre no tempo das ruas estreitas na noite; na noite sente-se um cheiro intenso a terra molhada nesta cidade; nesta cidade a água corre na água que cai no chão dos meus pés nas calçadas de pedra das ruas estreitas.
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Poemas #1

Grafite sobre papel, 30x21cm.
Grafite sobre papel, 30x21cm.
ÀS VOLTAS
 
De volta à escrita a invadir as ruas da cidade às voltas, onde as casas se constroem no tempo, encaixadas em palavras pedras nas calçadas, na direção do templo centro no largo das portas fonte descentrada, onde a água corre na água em volta da escrita a invadir as ruas da cidade.
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Gatos #4: desenhos do Génio

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Big Ode #4 (Mar-Jun 2008)

Capa de Big. Ode #4: Urbe, Março-Junho 2008, edição de Rodrigo Miragaia, Almada.
Colaboração na Big. Ode #4: Urbe, Março-Junho 2008, edição de Rodrigo Miragaia, Almada.

A Big Ode #4 (Mar-Jun 2008), editada por Rodrigo Miragaia. com o tema Urbe, é um número que guardo na memória com especial carinho. Na altura, também com Sara Rocio iniciamos uma itinerância conjunta, onde fazíamos leituras dos textos publicados nas apresentações da revista. Fomos ao Porto, a Coimbra, às Caldas da Rainha e participamos também no festival Edita em Punta Umbria (Espanha). Os lançamentos eram pontos de encontro entre poetas e artistas que tinham publicado na revista, porque nem sempre os conhecíamos pessoalmente, e os autores muitas das vezes também participavam nas leituras, o que era óptimo. Nestas viagens conhecemos também vários editores de revistas e outros autores. Recordo ficar surpreendida por nos apelidarem de ‘grupo de Almada’, de facto a sede era o Rodrigo lisboeta que lá residia. Nesse sentido, fomos entrevistados em Coimbra no âmbito de um estudo sobre edições independentes nas periferias das grandes cidades. Lembro-me de lhes contar que sou eborense na altura a residir em Lisboa, a Sara do Barreiro, de onde vínhamos tinha uma importância relativa, estávamos sintonizados em torno do projecto aventura do Rodrigo e a itinerância foi uma intensa experiência humana, pela partilha e convívio. Neste número colaborei com dois textos visuais labirínticos, da série ‘No Fio de Ariadne’ (2008).

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Gatos #3: desenhos da Pru