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Babilónias 2007

Conjunto de textos-visuais em  relevo com dimensões variáveis, gesso e folha de ouro, que datam de 2000-2003. Estiveram expostos na Sala Deleuze, na inauguração da Fábrica de Braço de Prata em Junho de 2007. Infelizmente, não tenho fotografia da exposição.  Na exposição  estiveram acompanhadas   do seguinte texto: 

[ descomeçar – a escultura de Maria João Lopes Fernandes]

              entre o som e a forma, o sentido. música de si mesma desconhecida, que nasce da sede, da inquietação das raízes – e se constrói, traço a traço, sobre a realidade.

              descreve o seu percurso as coisas, corpos, derrames, impermanências, até se tornar a substância do tempo, a pele da duração. a sequência desenho a desenho, que chega ao sentido, corporiza-se, e procura a origem.

              a escultura de Maria João Lopes Fernandes é música. sequência entre a forma de símbolos de sons, de cosmogonias que se descomeçam, montanhas que procuram em sede a chegada, alfabetos de palavras e línguas antes do som e da forma. música, estruturas que pedem um intérprete, que lhes ordene a forma para chegar ao som.

              prosseguindo um solitário trabalho, entre a interpretação desconstrutora do Experimentalismo e a busca interior da raiz, natureza e possibilidades da forma, encontra-se num lugar silencioso nas artes plásticas em Portugal. um lugar que o tempo revelará na sua perturbadora inquietude, coerência e incessante procura. um lugar em movimento, música de si mesma.

Pedro Sena-Lino

Salgados, Junho de 2007

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Babilónias 2000-2003

Após terminar o curso de escultura nas Belas-Artes de Lisboa em 1999, realizei durante o período de 2000-2003 uma série de esculturas em gesso com patine em folha de ouro, compostas por textos visuais semelhantes aos que tinha modelado em 1996-1997. Muitas destas esculturas encontram-se espalhadas em casa de amigos e familiares.  Recentemente restaurei as que ainda coabitam comigo. As ‘Babilónias’ foram expostas numa parede da Sala Deleuze, na inauguração da Fábrica de Braço-de-Prata em 2007, mas infelizmente não tenho nenhum registo fotográfico. As fotografias que aqui mostro são após o restauro das peças este verão. 

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Babilónia 1997

No verão de 1997, durante a minha estadia nas Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo, a fazer esculturas em terracota num telheiro, modelei em barro um relevo construído com textos visuais labirínticos, semelhante a uma maquete de cidade com ruas de escrita. Tenho poucas fotografias deste relevo, lembro-me que tive de o fragmentar para ir ao forno e depois não consegui montar o puzzle. Na exposição do I Simpósio de Escultura em Terracota, nas Oficinas do Convento, apresentei os fragmentos do relevo numa parede, estiveram expostos com as esculturas da série ‘As Cidades Invisíveis’, mas infelizmente, as fotografias não têm grande qualidade.

 

 

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Livro de Babel 1997

Um livro-escultura em poliéster pintado, com capa forrada a veludo bordeaux. Foi modelado a partir dos textos labirínticos de 1993, onde as palavras eram compostas por módulos com duas letras encaixadas. Trata-se de um texto-visual em relevo compondo um livro sempre aberto sobre uma estante de música em alumínio e mede130x56x10cm.

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As Cidades Invisíveis 1997-1998

No ano de 1997, desenvolvi a anterior série de desenhos realizados após leitura do livro de Italo Calvino, também intitulada de ‘As cidades invisíveis’. A estes desenhos  atribuindo-lhes um carácter caligráfico. A ideia foi criar uma escrita arqueológica funcionando como um rastro de cidades desaparecidas no tempo, num passado longínquo do qual restavam estes registos enigmáticos. Nesse sentido, a leitura das ‘Ficções’ de Jorge Luís Borges também me estimularam a imaginação. Os desenhos  originanaram um conjunto de terracotas, feitas numa estadia num telheiro em Montemor-o-Novo, possíveis devido às Oficinas do Convento da professora Virgínia Frois, projecto que na altura estava ainda no início. Foi uma belíssima experiência artística e muito intensa em termos humanos. As esculturas estiveram expostas  no I Simpósio de Escultura em Terracota, Oficinas do Convento, Montemor-o-Novo.