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Nuno Dempster (1944-2026)

Faleceu o poeta Nuno Dempster (1944-2026). A seu convite realizei a imagem da capa de três livros seus na &etc. Comecei por o ler no Blog ‘Musas Esqueléticas’ e só nos conhecemos pessoalmente depois de fazer a capa de ‘Londres’ (2010), num concerto onde estive a cantar no Coro de Câmara da Universidade de Lisboa em Viseu. Era sempre delicado, atencioso, um ser humano adorável.

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6ª Évora Experimental 2025

VI Évora Experimental 2025: EXcriTEX inaugura dia 14 de Novembro na Igreja de S. Vicente em Évora.
 EXcriTEX  inaugura no dia 14 de Novembro na Igreja de São Vicente em Évora. No dia 15 de Novembro, no mesmo local serão projectados vídeos realizados por os artistas expostos e haverá também apresentações de livros. A exposição termina a 11 de Janeiro de 2026 e pode ser visitada de terça a domingo, das 9h-12h e das 13h-17h.
 
Igreja de S. Vicente
 Alcarcova de Baixo 59,
 7000-645 Évora
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Revista Corcodarium 5 (Out-Dez 2025)

Capa de Manoel de Almeida e Sousa. coordenação de Feliciano Mira. Edição: Mandrágora - Cascais.

Revista Corcodarium 5 (Out-Dez 2025) dedicada a EV.EX – Évora Experimental  2024, quinta edição. Capa de Manoel de Almeida e Sousa. Coordenação de Feliciano Mira. Colaboram: Manoel de Almeida e Sousa, César Figueiredo, Fernando Aguiar, Armando Macatrão, António Dantas, Maria João Lopes Fernandes, Feliciano Mira, Brenda Segura, Carlos César Pacheco, Anésia Manjate e José Oliveira.

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Revista Largo das Belas-Artes 05 (Dez 2024)

No ano passado saiu a Revista Largo das Belas-Artes 05 (Dez 2024, ISSN 2184-905605), dedicada às I Jornadas Francisco de Holanda, que decorreram a 30 de Outubro, 6 e 7 de Novembro de 2021 na Faculdade de Belas.Artes da Universidade de Lisboa.  O número inclui o meu artigo ‘ Da criação à investigação: transdisciplinaridade, experimentalismo e feminismo’ que resultou da participação nas jornadas, onde refleti sobre o meu percurso artístico em relação à investigação. Fica aqui o artigo e o link para lerem revista on-line. 

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Nem a Favor, nem contra, bem pelo o contrário

Ontem inaugurou  a exposição de pintura ‘Nem a favor, nem contra, bem pelo contrário’  de João Albuquerque, na Galeria Municipal de Montemor-o-novo. A exposição contou com a minha curadoria, ou seja, tive a honra de acompanhar o João nesta sua aventura pictórica. Se andarem nas Terras do Além (Tejo), não deixem de a visitar, estará patente até ao dia 22 de Março. Para vos abrir o apetite, fica aqui  o texto que escrevi para o catálogo:

 

A partir do oximoro ‘Nem a favor nem contra, bem pelo contrário’ somos convidados a ver as pinturas de João Albuquerque na Galeria Municipal de Montemor-o-Novo. Quando vi fotografias das suas pinturas recentes nas redes sociais, de imediato remeti-as para o informalismo ou expressionismo abstrato. No entanto, ao observá-las ao vivo no seu atelier, a escala surpreendeu-me. O formato pequeno das suas pinturas contraria o legado destas correntes artísticas que se expandiram de forma monumental nos museus de arte moderna a partir de meados do século passado, tal como a pintura histórica já tinha invadido as paredes cegas do Louvre. A pequena escala e o formato médio das pinturas maiores de João Albuquerque são janelas abertas para outro espaço pictórico, com uma escala ‘mais humana’, intersubjetiva, que aproxima o olhar em vez de o esmagar, como acontece na pintura monumental. Estamos assim perante espaços poéticos condensados, próprios de uma peculiar expressão individual, que exigem um olhar atento num tempo pausado e introspetivo, com um corpo que se afasta do atual veloz virtual mundo audiovisual e digital.
Na pintura paradoxal de João Albuquerque habitam estruturas geométricas, ritmadas repetições de retas, linhas curvas, retângulos, triângulos, figuras híbridas ou fragmentadas, conjugadas com movimentos gestuais livres. Os gestos expressivos originam também planos epidérmicos, em composições dinâmicas onde se articulam formas com o informe, figuras reconhecíveis e rastros do seu ser temporal, que criam contrastes e encontros cromáticos imprevisíveis em superfícies texturadas ou planas. Na esteira de Magritte, mestre em paradoxos, que em ‘O Império da Luz’ (1952-53) representou a noite e o dia no mesmo quadro, João Albuquerque caminha em direção ao desconhecido na sua persistente experimentação pictórica, como se estivesse no escuro, pesquisando e conjugando elementos antagónicos, que iluminam um percurso do qual resultam estas composições breves, intensas e condensadas, que apelam a um olhar aberto a todos os sentidos. ‘Nem a favor nem contra, bem pelo contrário’ convida-nos a ver um espaço-tempo anterior às palavras, que torna o inominável possível, ou seja, a pintura aberta ao prazer da livre fruição.
 
Maria João Lopes Fernandes
Fevereiro de 2025