No verão passado fiz várias experiências no sentido de modelar um pequeno livro sempre aberto, para o editar em múltiplos. Retomei este projecto, os moldes do ano passado não estavam a funcionar, por isso modelei dois novos livros em barro. A ideia é antiga. Entretanto, fiz dois protótipos em gesso, e um molde silicone com a respetiva madre, pode-se ver na segunda fotografia. O calor por estes dias vai ajudar, a ver se é desta vez que consigo fazer os moldes e múltiplos de livros. Modelei dois, prefiro o primeiro, o do meio só o fiz por ser mais simples, no caso do meu favorito ter demasiados problemas técnicos com os moldes, opto reproduzir o mais simples.
Autor: MJLFernandes
Artista visual e investigadora.
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Apontamentos #3
- Autor do artigo Por MJLFernandes
- Data do artigo 20 de Julho, 2024
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Pensei em ter ser, não por causa da rima, o som só tem um impacto imediato. Sem fogo de artificio, estive a substituir o verbo ter pelo verbo ser. Por exemplo: eu tenho uma casa/eu sou uma casa; eu tenho um vestido, eu sou um vestido; eu tenho dois gatos/ eu sou dois gatos. Tu tens dinheiro/ tu és dinheiro; tu tens conhecimento/ tu és conhecimento; tu tens poder/tu és poder. Eles têm um grupo/ eles são um grupo; eles têm regras/ eles são regras; eles têm família/eles são família. Conclui que funciona igual para ele e no plural nós, vós, e dá para trocar tudo, o ter ser pode ser ter, mas escolho o ter ser por causa do fogo de artificio.
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Halifax 1994 (2024)
- Autor do artigo Por MJLFernandes
- Data do artigo 13 de Julho, 2024
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‘Halifax 1994’ é um livro-diário que realizei durante a minha estadia no Nova Scotia College of Art and Design em 1994. Agora filmado pela Sofia Cavalheiro, nem tenho palavras para lhe agradecer a magia com que registou este pedaço de Outono canadiano, tornando possivel partilhá-lo convosco passado 30 anos.
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A Casa das Musas (2022-2023) #1
- Autor do artigo Por MJLFernandes
- Data do artigo 10 de Julho, 2024
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Como referi no prefácio do meu livro ‘A Casa das Musas’ (2024), o livro resultou de uma interpretação visual de nove micro-ficções, escritas para comemorar o dia e noite dos Museus. Com a sua leitura participei numa sessão realizada a 15 de Maio de 2010, organizada por Pedro Sena-Lino na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves em Lisboa. Na altura, postei as ficções no meu antigo blog, mas apenas comecei a fazer desenhos a partir delas em 2016. Entretanto, na altura não dei continuidade porque entrei na recta final do doutoramento. Retomei este projecto no verão de 2022, com a série de desenhos a grafite tamanho A4. Em simultâneo, também realizei pequenas pinturas em papel baseadas nos desenhos. De algum modo, ambos funcionaram como estudos para construir o livro, uma vez que ia encaixando os espaços inventados numa sequência visual narrativa. Durante a pandemia pintei sobretudo em tela a série ‘Panorâmicas’ (2020-2022), que terminou com um conjunto de ‘Vanitas’ (2022). Senti depois necessidade de trabalhar em papel e procurei algo mais solar e menos abismal. Vou continuar esta série porque sinto-me mais livre a trabalhar em papel do que em tela.
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Apontamentos #2
- Autor do artigo Por MJLFernandes
- Data do artigo 9 de Julho, 2024
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No meu antigo e intermitente blog que teve início em 2009, tinha o pluging Sitemeter que me dava o registo do que era escrito no motor de busca para lá irem parar. Fiquei por exemplo a saber que tinham escrito ou procuravam no meu blog algo sobre ‘sonhar com deitar na tampa de esgoto’, ‘fodas sigilosas’, ‘ano da cabeça de uma jovem mulher’, ‘casadas’, ‘eco boia de santa branca’, ‘figuras eco harmoniosas’, ‘capela dos ossos esqueleto bébé’, ‘desenho que simboliza a cultura do individualismo desifrado em desenho’, ‘pregar partidas a quem pede sempre cigarros’, ‘mas quando lemos em voz alta o que escrevemos’, ‘vizinhas apanhadas em flagrante’, ‘dentro dos despedaçados instantes de nenhuma hora’, ‘gráfico de queda de 30%’ ou ‘porque meu cão reconhece meu assobio’. Por cá, agora tenho o pluging SiteKit do Google que também me mostra o que foi escrito no motor de busca, e em matéria de absurdo já lá tenho o ‘enigma da carne da gaivota’.
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