Iniciei a série ‘As Cidades Invisíveis’ com um conjunto de desenhos realizados no verão de 1996, após a leitura do livro de Italo Calvino. Os desenhos originaram esculturas em poliéster e aço inox, construídas no ano seguinte no curso de escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Em 1996, modelei um relevo em barro no curso de escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, transformando os textos visuais labirintos dos desenhos de 1993, numa espécie de maquete de cidade com ruas de escrita. Não tenho o relevo em barro fotografado, media cerca de 85x60cm. A partir do protótipo em barro fiz depois um molde em látex, e por original foi destruído. O molde em látex presente aqui em fotografia apodreceu e tive de o deitar no lixo. Fiz também um relevo em gesso, era muito pesado e outro em poliéster. O relevo em gesso viveu comigo até 2019, mas como estava muito danificado foi destruído, também não havia espaço para o guardar na nova casa. O relevo em poliéster sobreviveu e ainda coabita comigo.
Pintei diversos puzzles a partir de 1991, mas só tenho alguns fotografados. O primeiro neste conjunto foi apresentado na exposição colectiva ‘Toys are Us: constrangimentos objectivos’ (1997) na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, era um relevo feito com peças recortadas em placas poliurterano e pintadas com acrilico. Este puzzle mede 120x240x10cm e encontra-se numa colecção privada. As peças que faltavam depois fotografei-as nas calçadas de Lisboa. O segundo foi uma encomenda, acrílico sobre tela, mede 120x150cm e encontra-se numa colecção privada.
Conjunto de esculturas realizadas na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (1995-1996): peões em poliéster com 3x(75x36x36cm) e dados em cimento 3x(20x20x20cm).